Resenha: Remina do Junji Ito, iniciando no horror cósmico
Olá! Espero que esteja bem e se alimentando direito.
Meu marido adora esta temática de horror cósmico e então em casa temos vários livros, quadrinhos e mangás deste gênero. Sem um motivo especial (e também por pressão do meu marido kkk) tive vontade de começar a conhecer mais o estilo, e então comecei por “Remina” do famoso autor Junji Ito.
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| Mangá remina do Junji Ito, editora Devir. Foto Bruh Berges. |
*** Não vou dar spoilers, no máximo citar algumas temáticas envolvidas***
Introdução
Remina, de Junji Ito, é um mangá de horror cósmico que acompanha a descoberta de um novo planeta, nomeado Remina em homenagem à filha do cientista que o encontrou. Inicialmente celebrada, Remina se torna alvo de adoração e ódio quando o planeta revela-se uma entidade viva que devora tudo em seu caminho rumo à Terra. À medida que o pânico se espalha, a jovem Remina é perseguida por uma seita fanática que acredita que sacrificá-la pode salvar o mundo. A obra mistura crítica à fama, histeria coletiva e o terror diante do desconhecido, com a arte perturbadora característica de Ito.
História e personagens
O que fica claro já desde as primeiras páginas é o traço sombrio do Junji Ito e a expressividade que ele coloca nos personagens e na ambientação de mundo. Já logo no início eu fiquei incomodada com as situações porque a protagonista Remina, uma jovem tímida não tem culpa alguma dos acontecimentos ao redor dela.
A parte cósmica da obra, o planeta Remina é bem interessante como é mostrada a atmosfera, o comportamento, você realmente sente um medo como se ele estivesse vivo e os enquadramentos são incríveis.
Percebe-se que o autor consegue deixar o leitor incomodado e impactado, não só por causa dos acontecimentos sobrenaturais ou cósmicos, mas principalmente pelas atrocidades humanas… As pessoas tratam a Remina como sua propriedade e a população acha como certo que torturar e assassinar a Remina e o seu pai vão resolver os seus problemas. Essa questão dos fãs tóxicos e a população no geral que acha que a culpa sempre está no outro é um dos pontos focais desta obra.
Talvez o chocante não seja que os atos violentos e egoístas das pessoas sejam inesperados, e sim que sejam esperados, é o pensamento que vem “que horror, mas imagino que nessa situação haveriam muitas pessoas aqui no mundo real que pensariam e agiriam dessa forma”, tivemos uma pandemia recente para comprovar isso.
Conclusão
Gostei muito de tudo, desde os personagens, história e o final melancólico.
Só não gostei tanto de algumas coincidências exageradas que iam aparecendo, porém isso talvez crie um estilo proposital para a obra, o que não impacta em sua qualidade.
Fica a recomendação para quem gosta do gênero, ou como eu tem interesse em conhecer.
E você, se gosta deste tipo de obra indique algumas nos comentários :)
~ Bruh, a Blogueira Millennial.

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